És um Místico?

Como poderás saber se tu ou outra qualquer pessoa estarão a viver, de modo autêntico, uma vida espiritualmente desperta?

Uma das formas de o saber é colocando a questão: «Serei eu, ou será o outro, um místico genuíno?»

No coração de qualquer místico reside uma eterna fascinação pelo mistério da Vida e uma aceitação do mesmo. Embora um místico possa empreender esforços no sentido de compreender e de articular este mistério, ele ou ela sabe que na base, mesmo, de Tudo O Que É existe apenas Mistério. Deste modo eles perspetivarão de forma mais leve o seu filosofar, porque sabem que qualquer explicação, se bem que aparentemente abrangente, é inevitavelmente parcial. O místico sabe que todo o conhecimento é temporal e, portanto, impermanente, e que a base de todo o conhecimento iluminado é, em última análise, o incognoscível.

No entanto, esta aceitação do desconhecido não conduz a uma atitude niilista ou derrotista perante a vida. Pelo contrário, um verdadeiro místico vive a sua vida na presença do amanhecer da eternidade, com uma sensação de reverência e de admiração que advém de ver e de experienciar a vida como algo sempre fresco e novo. O místico vive a revelação eternamente nova da verdade, mesmo que isso ainda não tenha tomado a forma de conhecimento consciente. Isto significa que um místico não pretende saber tudo, mas está em contacto com a imensidão que se encontra para além de toda a compreensão. Um místico intui a totalidade que transcende a mente, da qual a sua individualidade faz parte, com uma espécie subtil de perceção-inteligência, de que apenas «conhece» um pouco.

Uma das marcas do místico é a capacidade de viver no, e com o, paradoxo. O místico não é obrigado a ser logicamente consistente no seu conhecimento ou nas suas interpretações. Ele está, continuamente, num processo de se atualizar e de acomodar mais ambiguidade e «nuance» na sua forma de entender a vida. Por exemplo, um dos paradoxos no âmago de um despertar genuíno é a tomada de consciência de que tudo é já perfeito tal como é e de que a mudança radical é um imperativo evolucionário que se sente. Um místico não consegue explicar racionalmente um paradoxo como este, mas pode incorporá-lo na forma como conduz a sua vida. A qualquer altura, uma das vertentes do paradoxo pode tomar a dianteira, não como resultado de algum tipo de premeditação, mas como uma resposta espontânea ao que está a surgir no momento.

Viver como um místico é viver sabendo que o céu está já aqui. É viver na presença de um encantamento incomensurável perante o milagre de estar consciente de que se é consciência. Este encantamento é o princípio e o fim do conhecimento do místico. O místico aprecia as faculdades da mente e do intelecto como ferramentas preciosas para a compreensão e para a participação criativa no processo da vida, embora viva sempre para além delas. Esta é a fonte da sua irreprimível liberdade e alegria.

As boas notícias são que todos somos, no nosso coração, místicos. Sempre que deixamos de lado a identificação com a nossa história, com a nossa luta e com a ilusão de ótica da separação, talvez possamos dar connosco a abrir-nos a halos cada vez mais amplos de encantamento silencioso… 

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